quinta-feira, 5 de março de 2020

‘China faz parte do futuro do Brasil’, diz Bolsonaro com Xi Jinping


‘China faz parte do futuro do Brasil’, diz Bolsonaro com Xi Jinping

Durante encontro, governos assinaram oito acordos e memorandos nas áreas de política, economia, agricultura, transporte, saúde e cultura

Por Da Redação Atualizado em 13 nov 2019, 15h42 - Publicado em 13 nov 2019, 15h34
O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira, 13, o presidente da China, Xi Jinping, em Brasília e afirmou que o país asiático “cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”. Em um encontro de cerca de 40 minutos, os líderes discutiram formas de ampliar e diversificar o comércio entre as nações.
“O nosso governo vai, cada vez mais, tratar com o devido carinho, respeito e consideração esse gesto do governo chinês”, disse Bolsonaro, após a reunião. “Essa relação bilateral em várias áreas, inclusive com aceno de agregarmos valor ao que produzimos, é muito bem-vinda”, afirmou o presidente, ao lado de Xi.
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Xi Jinping avaliou como positivos os esforços do governo brasileiro para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil e disse que a China quer fortalecer a amizade e cooperação, bem como aumentar e melhorar o comércio e os investimentos no país.
Segundo o líder chinês, uma aproximação maior do país asiático com os membros do Brics com toda a América Latina, com o Brasil como plataforma será “benéfica para todos”, sempre com o objetivo de uma cooperação com “os parceiros ao redor do mundo”.
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“Uma cooperação baseada no respeito mútuo”, completou o presidente chinês.
Xi destacou a relação que classificou como “extraordinária” da China com o Brasil, que apontou como os principais mercados emergentes no mundo atualmente.
A China é o principal destino das exportações brasileiras, mas o comércio até hoje é basicamente concentrado em commodities, especialmente soja e minério de ferro. O governo brasileiro tenta há bastante tempo ampliar a pauta para incluir mais manufaturados e aumentar o valor agregado das exportações.
O encontro com o presidente chinês acontece à margem da Cúpula dos Brics –grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul– e é a primeira das quatro bilaterais que Bolsonaro terá com os países do bloco.
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Acordos

Durante o encontro, Brasil e China assinaram oito acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, economia, comércio, agricultura, inspeção sanitária, transporte, saúde e cultura.
Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para exportação de pera da China ao Brasil e de melão do Brasil para a China. Também foi firmado um plano de ação na área de agricultura, de 2019 a 2023, nas áreas de políticas agrícolas; inovação científica e tecnológica; investimento agrícola; comércio agrícola; entre outras.
No setor de transporte, foi assinado memorando de entendimento para o compartilhamento de boas práticas, políticas públicas e estratégias para o seu desenvolvimento. Prioritário para o Brasil, o governo entende que pode se beneficiar da experiência dos chineses, considerando que a China é uma das líderes mundiais no setor.

Saúde

O Ministério da Saúde e a Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa também pretendem estabelecer cooperação ampla no campo de saúde, com foco em medicina tradicional, complementar e integrada. As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas.
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Ambiente favorável

Brasil e China querem ainda criar um ambiente favorável para o comércio e investimento no setor de serviços e encorajar o investimento do setor privado. Outro ato assinado hoje estabelece uma plataforma de intercâmbio de informações e cooperação para fomentar investimentos. A China é uma das principais origens de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) no Brasil, que se concentraram nas áreas de energia (geração e transmissão elétrica, além de óleo e gás) e infraestrutura (portuária e ferroviária).
Também foi assinado um tratado que permitirá a transferência de pessoas condenadas para o território do outro país. Nesse caso, cumpridos certos requisitos, brasileiros condenados na China poderão cumprir a pena no Brasil e vice-versa.
Na área cultural, o Ministério da Cidadania e o China Media Group (CMG) querem promover o intercâmbio de filmes e programas televisivos, bem como festivais de cinema brasileiro na China e festivais de cinema chinês no Brasil, para divulgação recíproca de filmes. De acordo com o governo brasileiro, pretende-se, ainda, iniciar conversas sobre a possibilidade de se estabelecer um canal de televisão por assinatura dedicado exclusivamente a programas e filmes sino-brasileiros.
O encontro entre os dois chefes de Estado ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. Na ocasião, também foram assinados atos em política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura.
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Brics

A 11ª reunião de cúpula do Brics começa nesta tarde com o encerramento do Fórum Empresarial. Antes, Bolsonaro também se encontra, no Palácio do Planalto, com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
À noite, de volta a Itamaraty, o governo brasileiro oferecerá um jantar em homenagem aos líderes do bloco e amanhã, também na sede do Ministério das Relações Exteriores, serão feitos as sessões plenárias e o almoço de encerramento da cúpula.
Na quinta Bolsonaro também tem encontros bilaterais marcados com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics tem como lema “Crescimento Econômico para um Futuro Inovador”. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo.
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Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010. Em 2014, o Brasil também organizou a cúpula, que aconteceu em Fortaleza, no Ceará. Juntos, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (cujas iniciais, em inglês, deram nome ao grupo) reúnem uma população de cerca de 3,1 bilhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 41% da população mundial, e responde por 18% do comércio mundial.
(Com Reuters, EFE e Agência Brasil)
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China estableció fondo multimillonario para invertir en alta tecnología israelí

El fondo Sin-Israel establecido por el gobierno chino, que consta de 440 millones de dólares, fue lanzado hoy en Tel Aviv, y será el primero de los tres fondos chinos destinados a la inversión en Israel y que ascienden a más de mil millones de dólares. La compañía principal Compass, que gestionará el fondo, serán gestionado por Ronen Dagon.
Este es el mayor fondo establecido en China hasta ahora para las inversiones en tecnología israelí. El gobierno chino ya ha concedido todos los permisos necesarios para su lanzamiento. El fondo se centrará en las inversiones en tecnologías de seguridad nacional, robótica, automoción y cibernética. El modelo de gestión se basa en la adquisición de empresas en todas las etapas de su vida.
Kopas consta de inversores norteamericanos, chinos e israelíes, y su presidente es el israelí Ronen Dagon, ex asesor de Shimon Peres. Como co-presidente junto a Dagón servirá un representante del gobierno chino, pero Dagón asumirá la gestión de las actividades de la inversión en tecnología. La compañía planea establecer una oficina en Israel para este propósito.
Al mismo tiempo, el Gobierno de China establecerá dos fondos adicionales que se pondrán en marcha durante el año 2018, también en cooperación con Compass. Uno de los fondos se centrará en el medio ambiente y la agricultura, y las tecnologías para la urbanidad inteligente.
El fondo de inversión se divide de la siguiente manera: 53% del gobierno de la provincia de Sichuan y su capital Chengdu, que tiene 16 millones de personas, el 25% de la compañía Tus, la sociedad de inversión de la Universidad de Beijing Tz’inghoah, que es la más grande de China y Asia en su conjunto, 20 % de la recaudación de fondos del gobierno central chino y el 2% de Compass Hong Kong, que como se ha señalado, administrará el fondo.
Los inversores en el Fondo aún no han transferido su inversión, lo que se debe hacer en los próximos dos o tres meses, a lo largo de las siguientes líneas: un tercio de inmediato con la finalización del proceso de registro, otro tercio al finalizar el 40% de la inversión en la primera parte, y un tercer tercio con un 40% desde el final de la segunda.

ISRAEL Y JAPÓN ESTRECHAN LAS RELACIONES

Después de décadas de distancia, Japón busca estrechar los lazos con Israel. El primer ministro japonés Shinzo Abe visitará Jerusalén a finales de este mes, ya que el comercio entre los países creció casi un 10% en 2014.
"En casi todo lugar del mundo, tal anuncio" - publicado en varios diarios japoneses - "habría sido objeto de incitación antisemita, pero en Japón, es algo parecido a un halago", señaló el rabino Mendi Sudakevich, un emisario de Jabad, nacido en Israel que se estableció en Tokio en el año 2000.
De hecho, el gobierno de Japón - impulsado por el sesgo general positivo de la población hacia los judíos - ha buscado activamente los lazos económicos más fuertes con Israel. Eso es especialmente cierto ahora que la dependencia de la nación durante décadas del petróleo árabe está disminuyendo, debido que el aumento de la producción de energía de Estados Unidos y de Japón redujo la dependencia de combustibles fósiles. Además, Japón invierte más en la producción de energía verde.
En 2014,
el comercio entre las dos naciones se incrementó en 9.3 por ciento a 1750 millones de dólares, según el Ministerio de Economía de Israel.
Las relaciones más cálidas también produjeron varios memorandos conjuntos recientes sobre el aumento de la cooperación en la investigación, el comercio, el turismo e incluso la cooperación de seguridad - un área que los sucesivos gobiernos japoneses consideraban tabú por temor a que enfureciese a los países árabes ricos en petróleo.
La cooperación en seguridad con Israel se revela necesaria a la luz de la amenaza militar para Japón que implica Corea del Norte.
La Primavera Árabe de 2011 también cambió la opinión del Japón de la región en favor de Israel, de acuerdo con Naoki Maruyama, un profesor de historia en la Universidad Meiji Gakuin de Japón, quien opinó: "Con la región cayendo en el caos y luchas internas, Israel se destaca como excepción - y es un lugar en el que invertir".

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